Situação conferida até sexta, 23/10/2026, manhã.
Em 1 minuto
- O fim da escala 6×1 já é lei. Está na Constituição desde 16/10/2026.
- A partir de dezembro de 2026 (2 meses depois da publicação, em 16/10): até 42 horas por semana e 2 folgas pagas. Em dezembro de 2027: 40 horas. O salário não pode cair.
- As 2 folgas valem para cada trabalhador, não para a loja. A loja não precisa fechar.
- Pela regra de hoje, escala diferente só com acordo do sindicato. A PEC 12, que não foi votada, quer dar mais peso ao contrato direto com a empresa.
- Guarde os comprovantes. Se a regra não for cumprida, procure o sindicato.
A Dona Maria trabalha num mercado, de carteira assinada. São seis dias de trabalho e um de folga. No dia livre, ela lava roupa, faz faxina e vai ao médico. Descansar mesmo, quase nunca. Ela ouviu na TV que a 6×1 acabou. Mas quando começa? O patrão pode combinar outra escala direto com ela? E o que cada candidato defende? Neste texto, você vai entender o que muda e o que fazer.
Quando começa
FATO
A Emenda Constitucional 141/2026 foi publicada no Diário Oficial em 16/10/2026, numa edição extra. Ela acaba com a escala 6×1 em duas etapas.
| Data | O que muda |
|---|---|
| Dezembro de 2026 (2 meses depois de 16/10/2026) | Até 42 horas por semana e 2 folgas pagas |
| Dezembro de 2027 (1 ano depois) | Até 40 horas por semana. Ou seja: 8 horas por dia, 5 dias |
Guarde: meados de dezembro de 2026. E o salário? Não pode cair. Menos horas, mesmo salário. Se a Dona Maria ganha R$ 1.621, o salário mínimo de 2026, ela continua ganhando R$ 1.621. Se passar do horário, é hora extra, paga com pelo menos 50% a mais. Isso é um direito seu.
Hoje, uns 15 milhões de pessoas com carteira trabalham na 6×1. O passo a passo para quem trabalha está em Fim da escala 6×1: o que muda na sua folga e no seu salário.
Quem tem regra diferente
Para quase todo mundo com carteira, a nova regra vale. Vale também para a empregada doméstica. Mas tem dois detalhes importantes:
- Quem tem curso superior e ganha cerca de R$ 21 mil por mês. Essa pessoa fica fora do controle de jornada. Esse valor é 2,5 vezes o teto do INSS. O teto é o maior valor usado nas contas do INSS.
- Pequenas empresas podem ganhar uma transição, mas só se uma lei futura criar. Por enquanto, o prazo é igual para todo mundo.
E o comércio vai fechar no domingo? Não precisa. A regra das 2 folgas vale para cada trabalhador, não para a loja. O que muda é a escala. A loja pode abrir todos os dias, com cada pessoa folgando num dia diferente.
Acordo com o sindicato ou com o patrão?
Agora, a pergunta que importa: quem pode combinar uma escala diferente?
Antes, era assim. A reforma trabalhista é de 2017 (Lei 13.467/2017). Desde então, o acordo coletivo já vale mais que a lei em parte dos casos. Acordo coletivo é o combinado entre o sindicato e a empresa. A CLT, que é a lei do trabalho, lista o que esse acordo pode mudar (art. 611-A) e o que ele não pode tirar (art. 611-B).
Agora, é assim. Pela emenda, escala diferente só com acordo do sindicato. Por exemplo: trabalhar 6 dias numa semana e 4 na outra. Mas tem que ter pelo menos 1 folga toda semana. E, no mês, a média tem que dar 2 folgas por semana.
O outro lado. No Senado, existe a PEC 12/2026, de Rogério Marinho, coordenador da campanha de Flávio. PEC é uma proposta para mudar a Constituição. Para passar, precisa de 3 em cada 5 deputados e senadores, em duas votações em cada casa. A PEC 12 quer dar mais peso ao contrato individual. É o que o trabalhador combina direto com a empresa. Ela não foi votada e está parada no Senado. Isso ainda é proposta, não é lei.
O que cada candidato defende
| Pergunta | Lula | Flávio |
|---|---|---|
| Fim da 6×1 | Defendeu como prioridade. Está no plano no TSE: jornada de 40 horas sem corte de salário (pp. 73 a 77) | Disse que votaria a favor e votou sim no Senado, nas duas votações (14/10/2026). Placar: 75 a 1 |
| Acordo e jornada | Combater a “pejotização”, com fiscalização. Pejotização é contratar a pessoa como empresa, sem carteira | “Negociado sobre o legislado” e jornada flexível (plano no TSE, pp. 44 e 45). A proposta amplia os pontos em que o acordo vale mais que a lei |
| Já é lei? | O fim da 6×1, sim. O combate à pejotização, não | O fim da 6×1, sim. A ampliação do negociado, não |
| Quem aprova o que falta? | Congresso (lei) | Congresso (lei) |
Os dois apoiaram o fim da 6×1. O debate agora é outro: quem pode combinar uma escala diferente. Pela regra de hoje, o sindicato. Pela PEC 12, o contrato individual teria mais peso.
Benefício e risco de cada caminho
Lógica é assim: se acontecer isso, então tende a acontecer aquilo. É risco, não profecia.
LÓGICA (é risco, não é certeza)
Benefício provável: negociando em grupo, o trabalhador tende a ter mais força para defender a folga. Risco provável: onde o sindicato é fraco ou demora, a escala pode ficar difícil de ajustar. Isso vale para a empresa e para quem quer outro horário.
LÓGICA (é risco, não é certeza)
Benefício provável: combinando direto, a escala pode se ajustar mais rápido. Por exemplo, para quem estuda ou busca o filho na escola. Risco provável: sozinho, o trabalhador tende a ter menos força para dizer não ao patrão.
O que dizem as contas
Quanto custa o fim da 6×1? Há duas contas, e elas não concordam.
- O Ipea é um instituto de pesquisa do governo federal. Ele calcula menos de 1% do custo total do comércio e da indústria.
- A CNI, que representa as indústrias, calcula até R$ 267 bilhões por ano.
LÓGICA (é risco, não é certeza)
As duas contas são previsão. Ainda não aconteceu. Elas medem de jeitos diferentes, então não dá para comparar uma com a outra direto. Se o custo for pequeno, os preços tendem a mudar pouco. Se for grande, eles podem subir. Só os números dos próximos meses vão mostrar.
O que você pode fazer
- Pergunte a sua escala. No começo de dezembro, pergunte ao seu chefe como ela vai ficar. Pergunte também se existe acordo do sindicato.
- Guarde os comprovantes. Guarde a escala e o contracheque. Confira se o salário continua igual.
- Procure o seu sindicato. Se a empresa não cumprir, procure o sindicato. Ou faça uma denúncia no site do Ministério do Trabalho: denuncia.sit.trabalho.gov.br. Para tirar dúvida, ligue 158. É de graça.
Aqui, fato é fato e opinião é opinião. O brasileiro sabe separar fato, opinião e discurso vazio.
O tema em partes
Prefere ver por assunto? O vídeo completo também saiu em partes, cada uma com a sua página.
- Parte 1: Fim da 6×1: quando começa e o que fazer Dezembro de 2026 (2 meses depois de 16/10): até 42 horas e 2 folgas. Dezembro de 2027: 40 horas. Sem corte de salário. Quem tem regra diferente, por que a loja não precisa fechar e 3 passos para você se proteger. O vídeo completo explica o acordo com o patrão e a PEC 12.
- Parte 2: Sindicato ou direto com o patrão? A 6×1 e a PEC 12 Pela emenda que já é lei, escala diferente só com acordo do sindicato. Pela PEC 12, que está parada no Senado, o contrato individual valeria mais. O que Lula e Flávio defendem, o benefício e o risco provável de cada caminho, e o que dizem as contas do Ipea e da CNI.
Perguntas frequentes
O fim da 6×1 depende da eleição?
Não. A emenda já é lei. A PEC 12, se fosse aprovada, mudaria o peso do acordo individual.
Meu salário pode cair?
Não. A emenda proíbe corte de salário.
Quando começam as 2 folgas?
Em dezembro de 2026, 2 meses depois da publicação da emenda (16/10).
Assista também
- Fim da 6×1: quando começa e o que fazer
- Acordo com o sindicato ou direto com o patrão?
Fontes (cada fato em 3 fontes de linhas diferentes)
- Emenda Constitucional 141/2026 (Diário Oficial, edição extra de 16/10/2026; texto no Planalto, arts. 6º e 10).
- Datas, folgas, salário, exceção e acordo coletivo: Estado de Minas (21/10/2026); CUT (19/10/2026); Agência O Globo via Folha de Pernambuco (2/6/2026).
- Acordo coletivo desde 2017: CLT, arts. 611-A e 611-B (Lei 13.467/2017); Migalhas; Empório do Direito.
- PEC 12/2026: Agência Senado (28/5/2026); O Povo (29/5/2026); Agência O Globo via Folha de Pernambuco (2/6/2026); Metrópoles (23/10/2026).
- Voto de Flávio na emenda: O Liberal (15/10); O Povo/AFP (14/10); A Gazeta.
- Jornada flexível (Flávio): Metrópoles (23/10); NSC Total, com g1 (13/10); plano no TSE, pp. 44 e 45.
- Plano de Lula: plano no TSE; Congresso em Foco (14/8); Diário de Pernambuco (4/10).
- Previsão do Ipea: Itatiaia (10/2/2026); O Povo (10/2/2026); Agência Brasil via Mercado&Consumo (28/4/2026).
- Previsão da CNI: Portal de Prefeitura (23/2/2026); Diário do Nordeste (28/4/2026); Correio Braziliense (15/4/2026).
Rodapé fixo
Os trechos marcados “HIPÓTESE” e “PREVISÃO” não são fato: são o caminho lógico e as contas de cada estudo. Este conteúdo é informativo e não é propaganda de nenhum candidato. Os vídeos usam narração com voz sintética. Seu voto é secreto. Ninguém precisa dizer em quem vai votar. Compare os fatos e decida. #EuAcreditoNoBrasileiro #ALogicaVaiSalvarOBrasil
Fontes
Cada fato foi conferido em 3 fontes de linhas diferentes.
- Emenda Constitucional 141/2026, texto oficial: planalto.gov.br
- Emenda Constitucional 141/2026 (Diário Oficial, edição extra de 16/10/2026).
- Datas, folgas, salário, exceção de diploma e salário alto, acordo coletivo: Estado de Minas (21/10/2026); CUT, “13 perguntas e respostas” (19/10/2026); Agência O Globo via Folha de Pernambuco (2/6/2026).
- Acordo coletivo desde 2017: CLT, arts. 611-A e 611-B (Lei 13.467/2017, planalto.gov.br); Migalhas; Empório do Direito.
- PEC 12/2026 (Rogério Marinho): Agência Senado (28/5/2026); O Povo (29/5/2026); Agência O Globo via Folha de Pernambuco (2/6/2026); Metrópoles (23/10/2026).
- Voto de Flávio na emenda: O Liberal (15/10); O Povo/AFP (14/10); A Gazeta.
- Jornada flexível defendida por Flávio: Metrópoles (23/10); NSC Total, com g1 (13/10); plano no TSE, pp. 44 e 45.
- Plano de Lula (6×1 e pejotização): plano no TSE; Congresso em Foco (14/8); Diário de Pernambuco (4/10).
- Previsão do Ipea: Itatiaia (10/2/2026); O Povo (10/2/2026); Agência Brasil via Mercado&Consumo (28/4/2026).
- Previsão da CNI: Portal de Prefeitura (23/2/2026); Diário do Nordeste (28/4/2026); Correio Braziliense (15/4/2026).
- Hora extra com pelo menos 50% a mais: Constituição, art. 7º, XVI. Empregada doméstica: Folha PE e Brasil em Folhas. Pequenas empresas: Tribuna do Sertão (15/10/2026), O Tempo e Agência Brasil.
- Cerca de 15 milhões na 6×1: Dieese, via CUT; Abrasel, via CNN Brasil.
- Denúncia e Alô Trabalho 158: Agência Gov; Estado de Minas (jun/2026); meutudo (8/7/2026).
- Salário mínimo de 2026, R$ 1.621: Jovem Pan; Diário do Comércio.
Este texto é informativo. A Dona Maria é uma personagem.
Transcrição do vídeo completo
Abrir a transcrição (o texto completo do que é falado)
Essa decisão muda a sua vida. Neste vídeo, você vai entender o que muda e o que fazer. Os dois passam pelo mesmo teste. A gente conferiu em três fontes. Guarde essa data.
Isso é um direito seu. Não é bem assim. Mas tem um detalhe importante. Veja o número na tela. Agora, a pergunta que importa.
Antes, era assim. Agora, é assim. Agora, o outro lado. Isso ainda é promessa. Agora, lado a lado.
Os dois querem a mesma coisa. A diferença está no como. Lógica é assim: se acontecer isso, então tende a acontecer aquilo. Benefício provável. Risco provável.
Benefício provável. Risco provável. Isso é uma previsão. Ainda não aconteceu. Só os números dos próximos meses vão mostrar.
Então, o que fazer? Passo um. Passo dois. Guarde os comprovantes. Passo três.
Procure o seu sindicato. O trabalhador quer subir de vida. E merece. Aqui, fato é fato. E opinião é opinião.
Este vídeo é informativo.Manda este vídeo para quem precisa saber disso. Todas as fontes estão na descrição.

